domingo, 3 de julho de 2011

Historia de emigrante

Muito foi já escrito sobre a emigração portuguêsa e sobre os tumultuosos percursos de certas pessoas, nesses itinerários que as conduziram da expatriação à integração noutros países, dos quais tudo desconheciam ou ignoravam, desde o mais elementar; A LINGUA. Certos itinerários foram serpenteados pela muita sofridão, desde a fuga clandestina de Portugal, os dias ou mesmo semanas de tortura e pesadelos percorrendo longas caminhadas e atrevessando multiplos obstáculos, por caminhos, estradas, vales e serras, com frio e com fome, até chegarem ao destino prometido. E não falo aqui dos muitos que foram espoliados por passadores sem escrupulos que os abandonaram pelos caminhos deixando-os assim à mercê de todos os perigos inerentes à sua clandestinidade. Nenhuma dessas pessoas esqueceu as dificuldades e as humilhações de que foi protagonista, mas, muitas delas, logo que obtiveram o que aqui vinham procurar, fizeram tudo para que essa sofridão da fuga clandestina fôsse relegada a uma parte do cérebro inactiva, uma espécie de arquivo perpetual sem acesso. Mas nem todas arquivaram esses “martirios” da mesma maneira, houve e há ainda quem os relembre e algumas os escrevam, ou escreveram, editados ou não.

Se por acaso as histórias de emigrantes vos interessa, mesmo daquelas já bem antigas, leiam a minha. Ela em nada é comparada com aquilo que acima descrevo; portanto....

Escrevo-a também pensando naquelas e naqueles que no nosso país falam, lêem e escrevem o francês. Gostaria até de o fazer únicamente na lingua de Molière, mas por respeito nas minhas origens, faço um grande esforço para a escrever na lingua de Camões, a minha lingua materna.

Quero, de antemão, fazer um preâmbulo para vos dar a conhecer a razão deste meu trabalho.

Espero que ele vos agrade como espero também pelas vossas criticas ao mesmo tempo que peço a vossa indulgência. Os meus estudos em Portugal foram poucos e por conseguinte isso poderá “heurter” (chocar) aqueles e aquelas que, universitarios, julguem a minha escritura medíocre e o meu vocabulário restrito. Vou fazer pelo melhor...





Os francêzes dizem : « Impossible n’est pas français ». Isto quer dizer que para os francêzes nada é impossivel ! E para os portuguêses ?
Para os portuguêses talvez não seja bem assim (aliás, para os francêzes também é mais um un slogan pretendendo que para eles tudo é possivel, o que na prática não é verdade). Porque, dizem também; “Ā l’impossible nul n’est tenu”. Isto corrobora de facto que nem tudo é possivel e que ninguém pode ser obrigado a fazer o “impossivel”.
Por vezes pensamos em fazer qualquer coisa mas de repente julgamos que o que queremos fazer é para nós “impossivel”. E muitas coisas ficam assim por fazer devido a este medo do “impossivel!” Entre outras razões pelas quais julgamos não ser capazes de fazer, tem haver com a capacidade prática (não temos hábito de fazer), técnica (não nos consideramos suficientemente competentes para o fazer), intelectual (julgamos não possuír o saber necessário para o fazer)
Se cada um de nós fôr travado nas suas ambições ou nas suas paixões pelos simples “SABER e SABER FAZER” desconhece-se a si próprio. Além dos “saber e saber fazer” cada pessoa é um SER. Eu SOU...Em tanto que SER HUMANO, existo. Ora, todos os que “existem” também têm o direito de se exprimir, de se revelar, com o seu talento, com a sua motivação, com a sua abnegação e com a sua ambição ou paixão. Reparem que não falo em “SONHO!” Na realidade há muita gente que sonha mas os sonhos raramente se realizam. Aliás, a maioria nem sequer se lembra do sonho completo que fez. O que se pode realizar deve-se sobretudo ao empenho, à paixão que se coloca naquilo que se pretende atingir e ao esforço que está disposto a consentir. É hábito dizer; Para mim é um sonho ! Efetivamente, desde que qualquer coisa de inesperado acontece a alguém, esse alguém pode muito bem dizer; Nem em “SONHO” ou, foi um “SONHO”. Essa coisa inesperada é o fruto de uma qualquer realidade à qual não se pensava. Não vou continuar a filosofar sobre os “sonhos”, nesta matéria haveria que dizer e preencher páginas...
Desde a minha adolescência que tenho uma certa “attirance” pela leitura e escritura. Durante alguns anos escrevi coisas e outras talvez com a ideia de um dia ver esses escritos publicados.

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